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Joana Cavalcanti.

Tão simples assim.

Joana Cavalcanti.

Tão simples assim.

Noa Pothoven (Carta)

05.06.19, Joana Cavalcanti

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Tenho os olhos inchados de chorar, e tanta coisa por escrever sem o conseguir...está preso no peito.
Não sofri de abuso sexual, sofri de abuso psicológico que às vezes dizem ser pior. Sei as dores dela nos ossos, a anorexia, a depressão, e também eu sofro de stress pós traumático.
Traumas...querida Noa, estas dores que deixam nojo, vergonha, de quem somos. E senti-mo-nos assim - farrapos. Ora pessoas ora não no merecimento de o ser.
 
Tenho 30 anos, vivo desde os 13 com distúrbios alimentares, depressão, e TAG (transtorno de ansiedade generalizada), acrescentando Síndrome do Pânico...
Noa, só sei que me fizeste não ter vergonha de nada que sinto. De ter uma doença mental e chamar-lha assim. De escrever e divulgar que esta dor é bem real e que também já quis deixar de existir. várias vezes.
 
Em tudo és legitima no meu coração, Noa. Estrela hoje no meu mapa de constelações. E Eu cá fico suportar o trauma e um dia já de cabelos brancos, algures, contar-te sem qualquer superioridade como é que esse filho da mãe se espanta, se é que...e ouvir a tua dor, "pra'acalmar".

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