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Joana Cavalcanti.

Tão simples assim.

Joana Cavalcanti.

Tão simples assim.

"Falem não nos Interessa"*

30.03.19, Joana Cavalcanti


Fado a soar. Não tenhas medo. Não deixamos de sonhar.
Ainda um pouco abalada, da zanga do ódio. Do poder desse sentir.
Fado. A tua lua em cicatriz as minhas estrelas em sinais, galáxias feitas de sol que queimou a pele e ficou.
Irmãos. Nunca se abalaram.
Que é isto então dos amores diferentes? Há os de sangue, depois estes Intensos sem explicação, sem ar, sem contradição, em que é bom de mais estar. Mas não existe o mais.

Ela faz beicinho de cansaço, Ele beicinho de mais e mais aventura em falta.
Ela faz beicinho de Ele ter achado gira a namorada do Bettencourt, enquanto a própria se babava pelo Bettencourt de costas cheio de estilaço a subir as escadas.

"Sei que não vais mudar...
o que é bom sentir, só mais uma vez quase sem tocar.para respirar, só mais uma vez. quando eu não quis verfui a deslizar,quando ninguém quis parar, cresceu.e então chocámos tu e eu "  *Tiago Bettencourt

Mas então chocam sem conseguir largar. 

Fado-Pop-Pop-Fado. Poema-Amor.
Que Amor é este em que vrumm. Não há opções. Sou Teu. É de cabeça, que o coração foi logo. 
É o Amor para sempre. O "Só Nós Dois é que Sabemos" do Poema, "Vem ser minha, Eu serei Teu...Que falem não nos interessa, o mundo não nos importa. O nosso mundo começa dentro da nossa porta.".   * Joaquim Pimentel 

Está tudo certo

23.03.19, Joana Cavalcanti


Everything happens for a reason - verdade com a qual a minha vida me tem confrontado vezes e vezes sem conta, quase como que de forma circular. Como que a vir lembrar-me de que sou capaz de reerguer mesmo quando bato no fundo uma e outra vez. Como que a deixar acesa a luz de esperança, de serenidade, nos dias 'não'.

Tudo acontece por uma razão - acredito com todas as forças, da crise de ansiedade que tive esta manhã, às dúvidas existenciais, aos pacotes de bolachas que comi para tentar em vão apaziguar e no fim acabar só em mais culpa, tudo terá no fim o sentido de me tornar mais forte, decidida, na direcção certa, feita de aprendizagens.

Everything happens for a reason, em paz no agora, perdoo o passado, agarro-o como aprendizagem, deixo ir a bagagem pesada, ficar as lições sem julgamentos duros. Foi o que foi. Mas tudo está no presente como deve estar. Contigo estás segura, lembras-te? - O teu mantra e mandamento.

Everything happens for a reason. Confia na vida, confia em ti, que o caminho até aqui foi apenas o que tinha de ser - a tua missão. Mesmo quando dói lembra-te que vai valer a pena. 
Fé. Que o Sol-Amor dos dias bons vem sempre.

Vão as Culpas [Sempre? Sempre]

22.03.19, Joana Cavalcanti

Neste momento estou naquela fase dos 10 aos 15. Já larguei o picadeiro e a mão do meu tio, continuo sapatilhas e cantorias, patinagem e falsas sardas que são sinais e manchas de sol na cara.
Sou amigas do Colégio, acredito em Deus e Maria, no Padre Champagnate. Acredito em Amor, nos primeiros beijos, as primeiras curtes as discotecas e as matinés dos nossos 13 anos, as boleias das mães das amigas e estar em casa delas. Os rapazes, a praia e a piscina. As festas no cinema do OeirasPark. Trocar os cartões por causa da cor permissão de saída à porta do colégio.
Tu existes pai, fazendo torto. Sem culpas. Eu e Tu.
Elimino culpas desta guerra que em mim começaste. Choro o que houver a chorar.
Peito leve vou.
E então volto aos meus 29, à minha casa ao meu Amor (que fala sozinho - está rabugento por estar a cozinhar). Limpo o areão do gato, e enquanto te corre mal as batatas fritas, dou-te beijinhos nas costas, e não digo nada para acalmar, passa tudo quando os cozinhados acabarem. Arrumo a loiça da máquina enquanto tudo te vai. Dou-te beijinhos nas costas por cima da camisola.
Depois de ter devorado uma tablete de chocolate preto por causa de deixar culpas partir, devoro agora uma taça saudável de tomate cherry. [esta alimentação 8-80 tem de mudar]. Devoro-a já ao teu lado, eu enroscada em mantas, tu não, mas enroscados os dois.
Volto aos 29 leve. Coração quentinho e só do Homem dos beijinhos nas costas por cima da camisola.
E Digo-lhe, Eu, falsas sardas, que são sinais e manchas de sol na cara:
- Sempre?
- Sempre.
"esta mão que é só tua, e o meu peito em desalinho, minha boca ferida crua, já tão seca de ansiar"*


*Xave

Refazer

21.03.19, Joana Cavalcanti
Fizeste do meu coração preto e azul.
Chamei-me coisas horríveis. E eras Pai. Repetias por horas essas coisas que aprendi a chamar-me.
Cresci na neutralidade sem cor, sempre no medo e segredos.
Resolvi contar tudo. Os nomes, os adjectivos, as horas. O Preto e Azul.

Quase Diário [1]

21.03.19, Joana Cavalcanti


Quando o medo vem é preciso perder o medo de ter medo. Deixar sentir aquele frio na garganta. Saber que a vida não é linha recta, que vais cair, que ainda agora te estás só a levantar, e que mesmo assim não faz mal, porque nada é permanente e depois da escuridão há luz, e num vice-versa de conta rotações se faz a vida. E tu Miúda-Mulher, tens sol, lua e nuvens de superação em ti para acreditar em sorrisos e primavera.
Deixa existir sem medos o inverno, sem baixar os braços, e apanha lenha para a fogueira para teres sempre lugar quente quando fizer frio.
Ás vezes o medo, é só isso...medo.

Bailarina

21.03.19, Joana Cavalcanti


(ler com a música):




um corpo tenso torna-se de bailarina contemporânea.
agora que dormes faço da sala estúdio de dança. o gato observa. (não duvides da minha técnica artística)
rodopio, deslizo no chão, os braços explodem com o som, paraliso propositadamente em certas partes da melodia para criar dramatização, as minhas costas não perderam ponta de flexibilidade. simulo uma barra de ballet e em graça atiro em leveza o corpo para trás que nem Gisele. em fúria empurro a barra fictícia e a perfeição e volto num salto e braços fortes ao contemporâneo. faço do chão ar onde deslizo e contorço. de raiva, de amor, de medo, de força, de ti em mim, de mim em mim de sim.

"Am I jaded?
Am I meant to feel this way?
I’m a loser, getting beat by my own game, 
But if I falter, well at least it was my mistake,
Oh at least it was my mistake, 
‘Cause I choose to be this way, 
I’m a loser and I self deprecate, 
So when I falter, well at least it was my mistake
And i don’t really care about what anyone says
I don’t give a damn about what anyone says
I don’t wanna think about anything 
I don’t wanna think about anything"

levanto.me do chão flutuante.
é só uma sala, de um T2, um gato. 
e aqui mora uma força eletrificante

Slow Living

21.03.19, Joana Cavalcanti


Deparei-me com o conceito de Slow-Living, depois do meu burnout, e no tempo que passei recolhida não só neste nosso cantinho chamado Casa, mas entre passeios pela comunidade.

Sempre vivi nos subúrbios de Lisboa, e assim foi quando decidimos viver juntos, só que em vez de vivenda, vivo em comunidade num prédio, experiência há qual tive de me adaptar (da melhor maneira).

Não há nada como domingos-domingueiros e descer as escadas a ouvir o "querida" e os "beijinhos meu amor" da Dª Benedita, ou o casal já velhote do 1º esq. que cumprimento ao vir das compras, mesmo quando cheia de sacos e que gostam de ir almoçar fora como namorados todas as semanas. Ou também nos dias de limpeza do 3º Esq. quando este já adapta a playlist ao meu gosto porque assim sabe que ouço a música dele aos berros mas também assim a acompanho.

Há 2 anos atrás entrava neste prédio numa correria às 21h e saia às 8h15 numa correria ainda maior.

Aprendi (à força) e ainda bem a ver estes detalhes à minha volta, a desacelerar, a simplificar, a dizer não, a focar-me nas coisas que realmente importam.

Antes passava os dias a tentar fazer milhões de coisas, num estado hiper-acelarado (que ganhei como presente para a vida para lidar), acabando por não fazer nada de nada, entrando no estado de maior frustração.

Esta plataforma vai ajudar-te com pequenos passos, pequenas dicas, a atingir a simplicidade, um ritmo mais espaçado onde vives e respiras o verde de um parque, onde domingo é domingando. E até não fazer nada é permitido.